sexta-feira, 14 de março de 2008

Top 10 Muzik Soundz (14/03/08)


Elvis Presley "Are you lonesome tonight?"

- gosto de títulos de músicas que são perguntas. É mais pessoal...
- o Elvis já se riu várias vezes desta música
- é boa para fazer amor muito devagarinho

- tentem não imaginar 2 velhinhos a fornicarem enquanto a ouvem...



ZZ Top "Legs"

- belas pernocas
- ali está um dos "ZZ car"
- que maneira melhor de dizer isto, sem ser invocando Cláudio Ramos: "é ZZ Top, sei lá...!"


Ed Bruce "Mammas, don't let your babies grow up to be cowboys"



- é um aviso bastante pertinente
- vale a pena atentar à letra
- Texas é a melhor região do mundo para se ser o Ed Bruce



Whitey Shafer "All my exes live in Texas"



- a imagem que se vê em cima é uma fotografia. Ele é assim... desta côr.
- pela primeira vez, o tema difícil das ex-mulheres é abordado sem problemas (seria uma boa lição para Mónica Sintra, ou como hoje em dia é conhecida, David Fonseca para aprender a lidar de forma descontraída face à traição)



Rolling Stones "Brown Sugar"



- uma música sobre açúcar castanho e não sobre heroína, pois os Rolling Stones, como se sabe, gostam bastante desta estirpe de açúcar.
- inspirou uma miríade de artistas, entre os quais as Azúcar Moreno, como é fácil de constatar




Julio Iglesias "Por el amor de una mujer"


- ou como é conhecido por: "Julio"
- é um dos momentos mais fixes do filme "Huevos de Oro" de Bigas Luna, com Javier Bardem a fazer um papel verdadeiramente bom, num filme verdadeiramente bom (e não engraçado e aceitável como é o "No country for old men")
- sobre a música, pouco há a dizer... é o "Julio"




Kansas "Carry on wayward son"


- é daquelas músicas sobre a qual se pode dizer várias coisas
- uma delas é que é a melhor música alguma vez feita na história da humanidade
- outra, é que quem derá aos Judas Priest terem-se lembrado desta




Roberto Leal "Cheira bem, cheira a Lisboa"

- é uma música esclarecedora
- tem a melhor frase alguma vez posta numa música: "Um craveiro num águas furtadas..."
- pralém de falar em águas furtadas, fala noutros elementos típicos da Lisboa do nosso Portugal

- ele é um gajo estranho
- tentem ouvir a música "Pai" e admirem a capacidade deste homem para falar sobre o seu Pai e ao mesmo tempo não deixar escapar aquela sensação de que está, de certa forma, a querer engatar o próprio pai




Santo & Johnny "Sleepwalk"

- deliciosa
- sempre tive a sensação que a Slide Guitar soa a uma Guitarra normal a derreter-se
- não há muito mais a dizer sobre esta música... ahhh! que parvoíce a minha... tava-me a esquecer de uma coisa tão óbvia... é claro que... pfff... nem é preciso dizer, acho que toda a gente já pensou nisso. Mas, na dúvida, relembro que foi daqui que Sandy & Junior vieram-se inspirar para escolher um nome artístico (ninguém se acredita que há alguém tão parvo para se chamar Sandy)




Liquid Liquid "Bell Head"

- destoa do resto, eu sei
- mas é grande som
- atenção all you Lcd Soundsystemers
- muitas das bandas que por aí andam, hoje em dia, conhecem bem este conjunto musical
- foram poucas as vezes que uma música sem harmonia ou melodia soou tão bem
- portanto, está prestado o tributo aos Liquid Liquid

Fancy «o Princesa do Italo-Disco»

Fancy, de seu nome Manfred Alois Perilano, é a jóia do vale encantado da Euro-Pop.
Surgiu na mesma altura dos Modern Talking, porém foi ele o único conhecedor do verdadeiro mundo do Disco-Dance (ler em português, pfv) e que desvendou a sua quintessência.
Ao contrário dos seus arqui-rivais (Mod. Talks), ele não era só bicha e fazia música sobre o efeito de hormonas femininas e snifos de perfume... ele sabia o porquê daquela música ser assim!
Sabia que aquela música não era só música... mas sim, um estilo de vida... uma forma de pensar.


Legenda: o artista não nasceu como nós, emergiu em fluorescência das costas de um leopardo.

Iluminado pelas suas visões, arrebata o mundo com uma série revelações sobrenaturais, em formato musical, entre as quais destacámos: "Bolero (Hold me in your arms again)", "Lady of Ice", "Chinese Eyes" e "Flames of Love" e lança uma série de albúns cujas temáticas abordam o contacto entre seres humanos, chamas de paixão, o misticismo desse material tão precioso que é o ouro, Numerologia, planetas e galáxias que não existem, as cores, e vozes do céu, quiçá, chamamentos divinos.

Let's not be the ones outside

Looking at the world go by saw you standing all alone

Wasted time has gone for good
Play no more, its understood
Come to the twilight zone, let me feel your secret hand
Like a feather on the sand.
Only made of gold
You can make me feel a king
And surrender everything. A fire can't control...
Legenda: eis um excerto da letra de "Bolero". A tentação... a sedução... a malandrice, sem perversão... a Twilight Zone.


Agora a sério:

Fancy flutua neste estilo musical, graças ao dom que lhe foi dado pelo Flautista de Hamelin, e pelos poderes que lhe foram conferidos pelo duo de ilusionismo a sério, Siegfried & Roy (com quem já fez uniões cósmicas para criar espectáculos etéreos nos quais toda a gente começa a flutuar, ficar azul, a ver bolas de cristal e gatos com coleiras que não combinam com o seu pêlo, entre outras coisas).

É um dedicado estudante de ciências, como o são a Astrologia e o Esoterismo (fonte: Wikipedia)... e promete salvar o mundo das Forças Negativas que virão qualquer dia ao nosso planeta (mais ou menos a mesma coisa das Navegantes da Lua, vulgo Sailor Moon) .


Legenda: Siegfried & Roy e Fancy, o duo de ilusionistas a sério. Onde está Fancy? Incarnado no animal, obviamente.
Para finalizar este cheirinho introdutório deste Florbela Queirós da TvInfinito, deixo-vos uma afirmação que chocou toda a gente naquela altura e até levou os mais sensíveis à loucura, dita pelo próprio:
"Ich bin ein Mondkind"
(«eu sou um filho da Lua.»)
Espantoso.
-->Ver vídeos na secção youtube no fundo desta página<--

quarta-feira, 12 de março de 2008

ZZ Top em Portugal



Dia 4 de Julho, no Parque da Cidade do Porto.


ZZZ---ZZZ--- !!! ZZ TOP !!! ---ZZZ---ZZZ


Muitos não terão a noção do que estes 3 texanos são capazes.

Até se poderá pensar que a sua imagem fez muito pela sua carreira.

Mas estamos perante um trio de texanos cheios de rock na veia com a escolinha toda do rock & blues americano (e a escolinha toda, também, de experiências extravagantes... incluíndo, obviamente, drogas).

Ora então, se a banda cumpre a santíssima trindade do "sexo, drogas & rock'n'roll", ainda por cima de forma genuína, podemos confiar num espectáculo daqueles que se vê poucas vezes na vida.
O som de guitarra único de Billy Gibbons (que influenciou Joshua Homme dos QOTSA) estará presente. Juntamente, com as guitarras espampanantes com todas as suas características caricatas, como é o caso da guitarra com pele de ovelha, a guitarra de borracha que permite espetar facas nela, entre outras.


Não serão olvidados os "ZZ Moves" (é difícil não lembrar os Franz Ferdinand) sempre abrilhantados com o "ZZ Light Show".
Outras possibilidades passam pela presença do "ZZ Car" e de outros elementos da marca "ZZ", especialmente pensados pelos elementos da banda.
Portanto, aqui fica o alerta Rock'n'Roll para quem queira mergulhar numa aventura mescalera de pantomínia sonora.

Cinema: "Caché" de Michael Haneke







Aqui está um bom exemplo de um filme em francês que dá ideia que é muito bom, mas que não dá vontade de o aconselhar a alguém.

Porquê?

Porque a história não é nada demais e tem os todos elementos de um filme "intelectual"...

Parte Positiva:

Os actores são muito bons (Daniel Auteuil e Juliette Binoche). Dão-nos a ideia de que aqueles personagens poderiam ser pessoas reais que falassem e reagissem daquela forma.

As filmagens e respectivos planos conferem bizarria ao filme e, por consequência, dão-nos a sensação de que estamos a ver algo diferente (não estamos, de facto, a ver o filme de perspectivas comuns para cinema).



Legenda: Georges Laurent indignado, mas prestes a afrouchar que nem um covarde.

Parte negativa:

Se o realizador quer transmitir algo exterior ao próprio filme ou pretende dar pistas sobre quem é o videotaper (ou, em última instância, dar a entender algo de sobrenatural... espero que não!) não tem sucesso algum. (aparte: recordo-me das parvoíces de Kubrick ao dar um significado teórico-obscuro ao desenho da alcatifa do hotel de "Shining")

O filme consiste no peso de consciência que o actor principal deveria ter, o que por si só não é assim muito intelectual :) O que pode enganar e levar os mais patetas a acharem que tão a ver um "bom filme intelectual" é a ambiência dramática e a visão algo romântica do realizador. Porque um verdadeiro intelectual (não no sentido comummente usado) nunca teria deixado as coisas chegarem àquele ponto, já teria resolvido os seus erros de infância.

O final do filme merece um estalo. Dá a entender que se deveria perceber porque é que o filme acaba ali... acredito que seja um delírio para os adeptos de filmes franceses.


Dito isto tudo, questiono-me se resultaria colocar todos estes actores europeus, com a capacidade que só poucos americanos têm, ao serviço de uma produção tipicamente americana. Seria engraçado ver Tarantino a usar só actores europeus.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Mas afinal... que raio é isso de dizeres que a World Music é globalização musical?

Poderia estar para aqui a explanar-me todo e a tentar argumentar ao máximo, mas isso não seria minimamente inteligente e demonstraria que eu só tou a defender um clube (como os pseudo-intelectuais/ real-idiotas, críticos do Blitz), coisa que não se passa.

O que quero dizer, com todas aquelas cabeçadas que espetei à World Music, é o seguinte:
valorizo bastante a música tradicional e o contexto histórico-social em que surgiu, porém, a maior parte das chamadas novas bandas tradicionais de fusão praticam música de qualidade medíocre e ilusória.
As músicas compostas passam por várias culturas porém cada uma dessas passagens são baseadas em clichés, como por exemplo, uma banda alemã ao tocar uma passagem inspirada na música minhota, toque uma melodia parecida com o "Malhão" ou a "Mulher Gorda"; ou ainda uns franceses a representar música flamenca toquem a música das touradas.

Isto desvirtua por completo a música tradicional e não tem respeito nenhum pelo contexto em que a música é feita, tornando um espectáculo destas bandas numa autêntica mostra ilusória de várias culturas, na qual os artistas tentam impressionar a audiência, "armando-se" com a variedade de coisas que conhecem. Um pouco como os virtuosos de guitarra, que tocam rápido e fazem muitas habilidades, mas a música enquanto harmonia e composição é um verdadeiro desastre.

No final de contas, nem se ouve música, nem entramos num ambiente musical concreto. É um pouco como ouvir um cd na Amazon.com, só temos trechos de 30 segundos de música à nossa disposição.

Acabo aqui a minha explicação. Só falta agora vocês irem ouvir essas Luaka Bop's que praí andam pra confirmarem.

terça-feira, 4 de março de 2008

Indignação à séria

Acabei de ouvir na televisão que "o Brasileiro é uma língua muito rica" e o que tenho a dizer sobre isto é: "piças que é rica!".
Ao fim de vários anos a ouvir comentários do género e a ser invadido pela mesma telenovela brasileira com cenários diferentes, tá na hora de ajustar contas.

O brasileiro não é uma língua rica porque rico não é inventar uma palavra e ela ser aceite no momento a seguir, nem desconhecer a origem de uma palavra e dizê-la de forma errada afirmando que é diferença de culturas, ou até mesmo não saber como se descreve determinada situação, juntar 3 sílabas e dizer que foi derivado da influência x (ou xpto, como está em voga dizer-se).

O caso mais flagrante nisto, e que comprova a parvoíce das pessoas que dizem que o brasileiro é fixe, é a total aleatoriedade e aceitação dos nomes das pessoas à nascença. Uma pessoa pode-se chamar de qq coisa e, ainda, essa palavra estar mal escrita. Recordo-me de num artigo, sobre nomes brasileiros, ter lido "Evandaróli Fil" (tentativa de escrever Evander Holyfield, o famoso boxer), Valdisnei (Walt Disney), Edy Marfy (Eddie Murphy), Maycom Géquiçom (nem digo este), Darzã (Tarzan), Abias Corpus da Silva (nem em Latim acertam, bastava ter metido um e), etc.
E enganam-se aqueles que acham que são as classes mais baixas que dão estes nomes ao seus filhos.
Poetas, políticos, pensadores, entre outros utilizam esta javardice sem critério.

Portanto, quem vos garante que se eles não têm o mínimo critério para registos, o terão na sua língua?

O problema é que depois se alega que "ahh! isso é influência do português do século tal, dos índios X, do francês, do alemão, do não sei quantos". Não, Não!

Eu digo-vos que influência é...
É influência da parvoíce. Eles é que são bons vendedores de ilusões e de fraudes e lá conseguem convencer os pacóvios dos intelectuais e estudiosos... "é de facto riquíssima a língua brasileira... é fascinante como eles dizem sapatato em vez de sapato... blá blá blá" <-- foi um gago que escreveu isto, só que trabalhava no notário.
Não é uma língua rica. É parva. Existe a palavra cinzeiro e não se diz cinzeirão ou patitua. Não é influência francesa, nem alemã, nem latina, nem tugalhona. Quanto muito é sol a mais na cabeça e preguiça em ir saber o porquê de se dizer uma determinada palavra de determinada forma.

Posto isto, basta-me pedir que parem com esse fascínio parvo pela cultura brasileira. Não há razão.

Se dissessem "ahhh o Brasil... aquele país de pessoal bem disposto, que tão-se pouco lixado pró que dizem... é curioso haver gente assim..." aí sim, seria uma constatação curiosa e até daria uma perspectiva bem mais realista sobre a língua daquele país. Para além de ser bastante extravagante haver um país que tem mais que fazer do que falar direito.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Primeira entrada

Contexto:
20h41m, dia 2 de março de 2008.
Em casa, na sala, depois de uma tarde de recuperação da noite anterior.
Tarde essa onde se esteve no MacDonald's da Boavista a apreciar o molho do McRoyal Bacon e a ser presenteado com a aparição de um personagem do Porto que conhecemos de festas de apartamento de há 5 anos atrás - intitulado de «O mitra» e não «mitra» - que está todo estragado de drogas, mas continua imparável a pedir dinheiro, hambúrgueres "europoupança" e, a seguir, menús. Tudo isto sem dinheiro algum em sua posse... só podridão e aceleração química.
Tarde essa (mais uma vez) que também se passou a ver o 2º filme da saga de Hannibal Lecter. Não tenho comentários a fazer sobre o filme. Só concluí que seria muito fácil, Anthony Hopkins me apavorar, caso estivesse sozinho com ele. Bastava-lhe apetecer.


Post, propriamente dito:

Aqui estou eu a iniciar um blog, ouvindo 4 ou 5 hits da caricata banda Judas Priest (e atenção ao caricata porque é a palavra-chave... a não ser que achem mais apropriado e JUSTO outro adjectivo. Até agradecia que me dissessem, depois de verem o videoclip da "Turbo Lover") sabendo que este post está a ser escrito para ninguém. Não é desmoralizante, é autista.
Na verdade, podia fazer uma série de promessas sobre o que irá aparecer neste blog, com que regularidade e falar um pouco sobre quem sou e porque acho que tenho algo a dizer e a escutar, que valha a pena observar.
Mas não vejo interesse nisso.
Mais vale essas coisas irem aparecendo e se notando, a seu tempo, como em todas as relações humanas.

Porque não em Inglês o site? Sempre disponibilizava um maior leque de interacção...
A única razão pela qual não o faço, é por sentir que o meu português é, logicamente, mais característico que o meu inglês. Língua que até domino, mas na qual não consigo imprimir a minha marca.

Bem... chega.

Este não é um blog sobre música

Pois é, aqui trata-se de estilos de vida e não de música.

E para demonstrar isso, vou-vos falar um pouco sobre outro tema, que é o da indústria pornográfica homossexual.

Esta divertida indústria é preenchida de filmes bastante giros sobre homens presos em cabanas na neve, avarias de carros com consequentes idas a oficinas para que faça sentido haver pinocada (pois todos sabemos que a homossexualidade atinge percentagens muito elevadas no sector garageiro), partidas de bilhar (nas quais um dos rapazes está a aprender a jogar), Pinóquio e Gepeto, etc.
Mas por trás de bons guionistas, escondem-se bons actores. Na verdade, são melhores actores do que parecem, porque muitos deles não são homossexuais. Contudo, mamam pixotos, disponibilizam a retaguarda por simpatia, lambem a pele a outros homens, metem a língua pa dentro de uma boca qualquer de homem e, no final, comem iogurte.
Respeitinho por estes senhores, porque é preciso ter tomates para arrecadar com tanta lenha.
No final, lavam-se todos juntos (por não serem homossexuais) e ficam satisfeitos por terem ganho uma pipa de massa (embora andem em V e não pareçam ter muita mais vida pela frente).
A seguir, vão esquiar, buscar os filhos à escola, regressam a casa dos pais ou dos avós, pintam um quadro, vão à missa, ou por aí. Tudo muito normal, apesar de terem o cú inchado e sabor a pixa na garganta.

Como vêem é bastante comum e vulgar. Daí eles falarem daquilo, sempre de uma perspectiva profissional e séria. É uma profissão como qualquer outra.

Só é estranho eles serem heterossexuais e ficarem excitados com homens à sua volta...

...se calhar gostam mesmo de xixa e o documentário que eu vi é fraudulento.

Top 10 Músicas


Fancy "Bolero"

- tem inglês com sotaque alemão
- é exotismo a sair da mente de um alemão bizarro
- é a vida do Bolero!

Jilted John "Jilted John"

- tem muito sotaque britalhão
- é punk comó raio
- a história é gira e simples
- atitude "não quer saber"
- tem o heróico Martin Hannet, o produtor do movimento de Madchester, a tocar baixo

Johnny O'Keefe "Real Wild Child (Wild One)"

- se conhecem a versão do Iggy Pop e gostam, esta é a original de 58

Judas Priest "Turbo Lover"
- mete couro
- mete motos
- combina o amor pela velocidade com a temática do amante irresistível (vários anos antes do Velocidade Furiosa)
- a música, só por si, enche um estádio. Não precisa de público.
- não é Metal, é Glam.

Joan Jett & The Heartbreakers "Bad Reputation"
- bela música Punk
- um dos cd's da Peaches começa com uma versão desta música
- é uma mulher a arrebentar com tudo


Kiss "Strutter"
- grande rockada. Simples e boa.
- vejo algo de Queens of the Stone Age nesta música


Bruce Springsteen "Hungry Heart"
- faz lembrar o Bowie
- o Boss não consegue masculinizar a música a 100%, nem introduzir uma frase de louvor à América


Parvati Khan "Jimmy"
- a versão original (mais uma de Bollywood) da "Jimmy" da M.I.A.
- não interessa se uma é melhor que a outra. Tão as 2 em diferentes contextos.
- são as duas "grande cena"
- é um dos momentos altos de um filme expressionista chamado "Disco Dancer"


Ost & Kjex "Milano Model" (Mongolian Jetset mix)
- de uma música de House faz-se isto
- é toda uma aventura de 11 minutos
- não dou nenhuma pista sobre o que seja



Trio Odemira "Malaguena Salerosa"
- pois é... ele há coisas com as quais não se conta... e de repente, tá a dar na RTP Memória uma coisa destas
- lembram-se da versão rockeira desta música num dos "Kill Bill"?
- os Trio Odemira têm/tiveram o seu quê de Mariachi Band
- há competição entre os elementos pra ver quem aguenta mais tempo uma nota fininha
- apetece vestir de branco e ir à missa com eles os 3

domingo, 2 de março de 2008

Luaka Bop

Nome engraçado, editora foleira.

Esta editora pertencente ao David Byrne (ex-Talking Heads), suscitou-me o interesse há duas semanas atrás por editarem umas compilações temáticas. E, como é meu hábito, inteirei-me logo do catálogo inteiro.
Foi curioso constatar que David Byrne inclui na sua editora todas as bandas que são parentes musicais de Manu Chao. À excepção de algumas compilações e de um ou outro artista, os restantes enquadram-se num Pop mainstream que leva com aquela pitada "tradicional" da sonoridade cliché de World Music (como é o exemplo dos Bloque, King Chango, Geggy Tah, Si Sé, Zap Mama, etc). E então se formos atentar às letras, mais difícil se torna de ouvir uma música até ao fim. Temos o exemplo da "Imigrante Ilegal" dos King Chango que é uma cover em espanhol da "Englishman in New York" de Sting que está ao nível de uns Ciganos D'Ouro, porém com o invólucro de uma editora alternativa. Ou então Tom Zé e a sua música de humor burgesso "Cagar é bom", na qual o artista intenta que o ouvinte ache piada ao facto de usarmos a palavra cagar numa música. Enfim, quase tão ousado e bué de maluco quanto dizer "a minha sogra é um boi".
Fez-me lembrar as coisas pelas quais as pessoas se riam, antes do 25 de Abril, onde imperava a mediocridade do trocadilho "tugalhão" e achar piada a palavras simples que na altura eram, religiosamente, desavergonhadas. Imagino, facilmente, alguém a dizer "pila" e "cócó" uma dúzia de vezes e com isto passar-se uma bela meia-hora.


Não ouçam Tom Zé! Pelo menos, até ele pedir desculpa por desperdiçar marijuana a achar-se um engraçadola por fazer uma letra daquelas.

A verdade é que David Byrne está a contribuir, da pior forma, para esta "globalização musical" à qual chamam de World Music e que, ironicamente, é muito apreciada por protestantes de esquerda e outros pseudo-liberalistas. Aliás, aposto, com quem quiser pagar a uma empresa de sondagens, que... vá.. digamos, 75% (para não cair no erro) das pessoas presentes em manifestações Anti-Globalização ouvem World Music.

MAS.... nem tudo é mau na Luaka Bop (só quase tudo), nem eu faço críticas totalmente negativas (porque é bastante difícil e porque David Byrne não quer impôr nada a ninguém).
Descobri o incrível compositor de músicas para filmes de Bollywood, Vijaya Anand. Que embora o seu valor possa ser muito discutível, a originalidade genuína e psicadélica das suas músicas é de aplaudir. Dou-vos o exemplo da música "Neeve Naana" (que faz parte da banda sonora do "Pulp Fiction dos jogos", o GTA Liberty City Stories) que consiste numa música com sonoridade indiana, mas com sintetizadores e efeitos gerados, decerto, por alienígenas - e que recria, sem ser necessário rebuscar muito (digo eu), um ambiente de Ficção Científica Punjabi, com robôs de bigode, naves-chamuça e decoração de casa de imigrante pelos corredores das mesmas.
A OUVIR.