quinta-feira, 6 de março de 2008

Mas afinal... que raio é isso de dizeres que a World Music é globalização musical?

Poderia estar para aqui a explanar-me todo e a tentar argumentar ao máximo, mas isso não seria minimamente inteligente e demonstraria que eu só tou a defender um clube (como os pseudo-intelectuais/ real-idiotas, críticos do Blitz), coisa que não se passa.

O que quero dizer, com todas aquelas cabeçadas que espetei à World Music, é o seguinte:
valorizo bastante a música tradicional e o contexto histórico-social em que surgiu, porém, a maior parte das chamadas novas bandas tradicionais de fusão praticam música de qualidade medíocre e ilusória.
As músicas compostas passam por várias culturas porém cada uma dessas passagens são baseadas em clichés, como por exemplo, uma banda alemã ao tocar uma passagem inspirada na música minhota, toque uma melodia parecida com o "Malhão" ou a "Mulher Gorda"; ou ainda uns franceses a representar música flamenca toquem a música das touradas.

Isto desvirtua por completo a música tradicional e não tem respeito nenhum pelo contexto em que a música é feita, tornando um espectáculo destas bandas numa autêntica mostra ilusória de várias culturas, na qual os artistas tentam impressionar a audiência, "armando-se" com a variedade de coisas que conhecem. Um pouco como os virtuosos de guitarra, que tocam rápido e fazem muitas habilidades, mas a música enquanto harmonia e composição é um verdadeiro desastre.

No final de contas, nem se ouve música, nem entramos num ambiente musical concreto. É um pouco como ouvir um cd na Amazon.com, só temos trechos de 30 segundos de música à nossa disposição.

Acabo aqui a minha explicação. Só falta agora vocês irem ouvir essas Luaka Bop's que praí andam pra confirmarem.

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